14/10/2011

O fim do início ou o início do fim


Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. Apocalipse 22.13 
Como falar de “principio e fim” sem lembrar de que, como muita gente argumenta, em 21 de dezembro 2012, o calendário maia termina? Cada vez estão mais perto os “finais” do mundo. Se no início passavam-se séculos entre um “fim” e o outro, agora com a velocidade em que vivemos os finais estão mais perto. O “fim” estava perto quando o Império Romano ruiu; na virada do ano 1000; na sombra de morte que trouxe a plaga na Europa; até no Y2K no início deste século. Também podemos contar os inúmeros visionários que indicaram aos seus seguidores que o mundo assim como o conhecemos tinha uma data marcada por eles no calendário.
Agora somos confrontados com o fim do mundo pelos filmes de Hollywood com tecnologia de ponta, assim como o povo era assustado com as peças teatrais sobre o inferno e o purgatório. Filmes apocalípticos, sempre dão medo, e mais do jeito em que Hollywood os produz. Sendo cada lançamento uma lembrança de que o final será desastroso y muito perigoso para a maioria da humanidade, mas que no fim sempre fica um grupo ou um casal para reiniciar uma nova humanidade. Os filmes sempre nos lembram de nossa finitude.
Nós acreditamos numa visão do tempo de forma linear, o ano 2011 vai dar passo ao 2012, assim o fez o 2010 com o 2011. Mas, vemos o calendário de forma é circular. Quando as folhas de um ano terminam e começa um novo, cremos que tudo volta a ter sentido, a ser refeito. No revellion, a magia acontece e, como se a gente apertasse o botão reset do computador, nossa vida fica nova em folha. Mas, devo contar a vocês que o mundo não anda de forma linear nem circular. O tempo, com seus dias e anos, é um espiral, pois cada ano que passa, nós não voltamos ao ponto zero. Quando iniciar o 2012, não seremos aquele ser que entrou em 2011. Teremos trocado, querendo ou sem querer, cumprindo ou não aquela longa lista de desejos a serem cumpridos. A vida passou por nós e nós passamos por ela. As relações trocaram, aconteceu muita coisa nesses 365 dias de 2011. Não dá para negar isso. Ainda que os nomes e os números dos dias e meses sejam, em teoria, os mesmos, eles estão recheados de forma diferente.
Tenho escutado de muitas pessoas que passaram por um grave acidente, venceram uma forte doença ou lutaram contra uma adição que depois daquilo, elas vêem o tempo de jeito diferente. Não trocou o quantidade, mas a qualidade. O importante é como se usa o tempo extra recebido. O espiral do calendário eleva-se a níveis insuspeitáveis, a forma de viver é totalmente outra. Deus está presente em suas vidas, não como um adicional que pode ser excluído. Deus é parte importante e principal da equação. Aqui podemos usar a simbologia do versículo 13 do capítulo 22 do Apocalipse, usar o alfabeto para mostrar uma imagem. Alfa é primeira letra e ômega a última. Como se nós hoje falássemos de “a” a “z”. Usando a redundância, queremos incluir a plenitude do tudo. Absolutamente tudo esta dentro daquela idéia, não sobra nada.
Contamos com Deus em todos os momentos de nossa vida, desde o momento de nossa concepção até o ultimo suspiro. Agradecemos as bênçãos que ele nos permite receber e suplicamos quando as incertezas nos atacam. Então, qual o problema de contar também com ele no fim? Ainda que o mundo se termine podemos ter a certeza de que Deus estará ao nosso lado. Não precisamos ter medo, no fim não estaremos sozinhos, Cristo estará ao nosso lado.
O que fazer diante de tanto fim? Tenho escutado: “A gente tem que acreditar em alguma coisa” ou “tudo isso tem que ter um fundo de verdade”. Já falei para várias pessoas que apregoam o fim no próximo ano: doem seu dinheiro à caridade. Existem muitas instituições que gostariam de receber esse dinheiro que no fim das contas vai se perder, “pois o mundo vai acabar”.
O quê você acredita eu não vou discutir. De qualquer jeito a gente se vê, dia 22 de dezembro de 2012, com Jesus...
Reflexão para a Revista Novo Olhar 10/10/2011

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