07/11/2012

O Deus da gratuidade

Como eu me relaciono com Deus? Muitas vezes essa pergunta surge, especialmente diante de grandes problemas. As pessoas procuram por Deus em caso de doenças, desemprego, problemas familiares e em outras situações sem saída. No mundo atual tudo é comercializado (desde saúde até afeto). Mas, Deus não é um ser com quem negociamos, ele dá tudo gratuitamente, ou melhor, Deus mesmo fez o pagamento que nós deveríamos de ter realizado. Ao morrer Cristo na cruz foi quitada a dívida que nós deveríamos de saldar. Assim, quando queremos que Deus nos escute não serve muito oferecer alguma coisa que nós temos. A aproximação de Deus deve dar-se justamente baseada na confiança e em fé. Ele nos amou tanto que entregou seu Filho. Esse mesmo Deus é que está perto de nós em meio aos nossos problemas. Não adianta oferecer alguma coisa a ele. Deus é Deus e já tem tudo, será que meu dinheiro vai fazer falta a ele? Será que se eu prometer fazer alguma coisa, Deus ficará melhor? Deus em sua misericórdia se aproxima de nós, assim como o que fez ao enviar Jesus a viver entre nós.
Podemos nos aproximar a Deus assim como somos, com nossas falhas e defeitos. Muitas vezes pensamos que não podemos aproximar-nos de Deus, pois somos pecadores. Mas, justamente Deus em seu amor nos justifica, ou seja, por sua graça, apaga de nós o pecado e nos permite estar perto dele. Não existem aos olhos de Deus pessoas que sejam mais ou menos pecadoras, todos nós somos pecadores por natureza. No Batismo, Deus nos chama por nosso nome e nos aceita como seus filhos e filhas, isso sem importar se temos idade para entender o presente divino. Cada pessoa batizada é importante na vida comunitária, as pessoas colocam seus dons ao serviço da igreja na sua expressão local, a Comunidade. Somos todos santos e pecadores. Nesse sentido todos somos iguais, temos igualdade de deveres e direitos entre os gêneros, não importa se for homem ou mulher, tem iguais possibilidades de servir na igreja. Assim podemos contar com ministras ordenadas ou presidentas nas Comunidades.
Como me relaciono com as pessoas? A ética deveria basear-se no pensamento de que “o cristão é senhor livre de tudo, a ninguém sujeito – O cristão é um servo dedicado a tudo, a todos sujeito”. O ser livre se dá na fé, o servir, no amor. Nós como seres individuais poderíamos fazer o que quisermos, mas existem leis e normas que nos ajudam a viver em sociedade. No dia a dia, não devemos preocupar-nos por alcançar a salvação, essa Jesus Cristo, já alcançou para nós e nisso devemos acreditar. Podemos viver ocupados em fazer o bem. As boas ações são reflexos de nossa vida cristã, do amor de Deus em nossas vidas. Isso acontece não somente dentro da igreja-instituição, mas no trabalho do dia-a-dia, ali onde estamos e vivemos somos chamados a sermos sal e luz do mundo.

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